No Tesouro Direto você empresta dinheiro para o governo federal e recebe juros por isso. É considerado o investimento mais seguro do país, começa com cerca de R$ 30 e pode ser feito por qualquer pessoa com CPF, pela corretora ou pelo site do Tesouro.
Em resumo
- Tesouro Selic: acompanha os juros básicos, ideal para reserva de emergência.
- Tesouro Prefixado: taxa fixa definida na compra.
- Tesouro IPCA+: inflação mais uma taxa fixa, pensado para o longo prazo.
- Levando o título até o vencimento, você recebe exatamente a rentabilidade contratada.
Como funciona
O governo precisa de dinheiro para financiar suas atividades e, em vez de pegar empréstimos apenas com bancos, vende títulos públicos para pessoas físicas. O programa Tesouro Direto, criado pelo Tesouro Nacional em parceria com a B3, permite comprar esses títulos pela internet, com valores baixos e liquidez diária (é possível vender antes do vencimento).
Os títulos disponíveis
| Título | Rentabilidade | Para que serve |
|---|---|---|
| Tesouro Selic | Taxa Selic + pequeno ágio | Reserva de emergência e curto prazo. Oscila muito pouco. |
| Tesouro Prefixado | Taxa fixa (ex.: 13% ao ano) | Objetivos com data definida quando você quer saber o valor final. |
| Tesouro Prefixado com juros semestrais | Taxa fixa, pagando cupons a cada 6 meses | Quem quer renda periódica. |
| Tesouro IPCA+ | IPCA + taxa fixa | Longo prazo e aposentadoria, com proteção contra a inflação. |
| Tesouro IPCA+ com juros semestrais | IPCA + taxa fixa, com cupons semestrais | Renda periódica protegida da inflação. |
| Tesouro RendA+ | IPCA + taxa, pago em 240 parcelas mensais | Complemento de aposentadoria. |
| Tesouro Educa+ | IPCA + taxa, pago em 60 parcelas mensais | Custear a faculdade dos filhos. |
Marcação a mercado: por que o saldo oscila
Os títulos Prefixado e IPCA+ têm o preço atualizado todos os dias conforme as expectativas de juros. Se os juros sobem, o preço dos títulos já emitidos cai (e vice-versa). Isso só importa se você vender antes do vencimento:
- Levando até o vencimento: você recebe exatamente a taxa contratada, não importa o que aconteça no meio do caminho.
- Vendendo antes: pode ganhar mais que o contratado (se os juros caíram) ou ter prejuízo (se os juros subiram).
Custos e impostos
- Taxa de custódia da B3: 0,20% ao ano sobre o valor investido. No Tesouro Selic, há isenção para até R$ 10 mil por investidor.
- Taxa da corretora: hoje a maioria não cobra nada para Tesouro Direto.
- Imposto de Renda: segue a tabela regressiva da renda fixa (22,5% até 180 dias, caindo até 15% após 720 dias), cobrado só sobre o rendimento e retido automaticamente.
- IOF: apenas em resgates nos primeiros 30 dias.
Riscos
O risco de crédito é o do governo federal, o menor do país. Os riscos práticos são a marcação a mercado (se você vender antes do vencimento) e a inflação (no caso do prefixado, se ela ficar acima do esperado). Os títulos do Tesouro não têm FGC porque são garantidos pelo próprio Tesouro Nacional.
Como começar
- Abra conta em uma corretora habilitada (a lista está no site oficial do Tesouro Direto).
- Escolha o título de acordo com o objetivo e o prazo.
- Compre a partir de 1% do valor do título, respeitando o mínimo de cerca de R$ 30.
- Programe aportes mensais: a maioria das corretoras permite agendar compras automáticas.
Perguntas frequentes
Posso vender o título antes do vencimento?
Sim. O Tesouro Nacional recompra os títulos diariamente, pelo preço de mercado do dia. O dinheiro costuma cair na conta da corretora no mesmo dia ou no dia útil seguinte.
Tesouro Direto é melhor que poupança?
Na maioria dos cenários, o Tesouro Selic rende mais que a poupança mesmo após o Imposto de Renda, com segurança equivalente ou maior.
Qual o vencimento ideal?
O mais próximo possível da data em que você vai precisar do dinheiro. Assim você evita vender antes do vencimento e ficar exposto à marcação a mercado.
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